TGA na FAE-Japão Antes e Depois do Terremoto e Tsunami

Aula Supervisionada no Curso de Administração na FAE.

Acadêmicos do Curso de Administração da FAE, N-1 e N-2, participaram de uma Aula Supervisionada no dia 21-03-11, ministrada pelo Prof. Cladi Bonatti, da disciplina de Teoria Geral da Administração. Foram utilizados 4 períodos, aonde os acadêmicos em laboratório, pesquisaram o tema:

Japão Antes e Depois do Terremoto e Tsunami. Os reflexos para a economia Global, com ênfase para o Brasil.

Conforme o Prof. Cladi, não somente o povo, mas também a economia japonesa foi fortemente atingida pelo terremoto e o tsunami. Ainda é difícil de estimar os danos, mas já existem análises dos efeitos sobre a economia global.

Trabalho de pesquisa.

Enquanto a tragédia no Japão ainda não tem números definitivos, especialistas começam a avaliar suas consequências econômicas. Muitos já se perguntam se a catástrofe pode provocar um novo choque na economia global, recentemente abalada pela crise financeira.

Afinal de contas, até 2009 o Japão era considerado a segunda maior economia mundial, e ainda ocupa a terceira posição, atrás dos Estados Unidos e da China. Um de seus fortes é o comércio externo: cerca da metade das exportações japonesas destinam-se a países asiáticos, e 45% de suas importações também proveem da Ásia.

O Japão é um país industrializado com influência global nos setores automotivo, eletrônico e na engenharia industrial. É verdade que a região atingida pelo terremoto e pelo tsunami tem pequeno peso econômico, mas o consequente fechamento de fábricas e refinarias e a desativação de unidades de produção de energia afetam o restante do país.

Na sala de aula foi ampliado para o grande grupo.

Suspensão da produção em todo o país

Na matriz global, a energia nuclear é pequena, mas para alguns países, a fonte é fundamental. Na França, 76% da eletricidade consumida são de usina nuclear; na Alemanha, 28,8%; Finlândia, 30%; Espanha, 18%; Suécia, 42%; Suíça, 39%; Reino Unido, 13,5%; Rússia, 17%; Ucrânia, 47%; Japão, 25%; Coréia, 36%. Há uma série de países com alta dependência da energia nuclear, como a Lituânia: 72%. Armênia, Bulgária, República Checa e Hungria dependem em mais de 30% da fonte nuclear para a geração de eletricidade. Os países menos dependentes são Brasil, China e Índia, entre 3% e 2%.

As usinas nucleares japonesas só fornecem atualmente a metade da energia elétrica produzida antes dos tremores. Se algumas fábricas não tiveram prejuízos diretos, poderão sofrer efeitos indiretos. Devido à paralisação de alguns setores, muitas empresas terão dificuldade de cobrir sua demanda de matéria-prima.

A Toyota, maior montadora do planeta, suspendeu a produção em suas 12 unidades no Japão. A Nissan, outra megaempresa do setor, paralisou suas quatro zonas de produção. Varias companhia, desde a Honda, passando pela Canon, Sony e Panasonic, até refinarias e metalúrgicas, já informaram prejuízos e, segundo a mídia japonesa, reduziram sua produção pela metade. O tamanho do prejuízo em todo o mundo é difícil ainda de ser avaliado, em função da complexidade da catástrofe, alega a Munich Re, a maior resseguradora do mundo.

Para muitos especialistas, a situação é comparada ao terremoto de Kobe em 1995, quando a produção em todo o país foi também suspensa por algum tempo. Porém a paralisia pode ser compensada em poucos meses. Entretanto, os danos desta vez são mais graves do que os registrados há 16 anos. O economista-chefe da seguradora Allianz, Michael Heise, ressalta porém, que o Japão tem boas medidas de segurança. Fonte: Banco Mundial.

Para a atividade Supervisionada, os Acadêmicos foram orientados  a desenvolver a linha de pesquisa sobre  as exportações   brasileiras para o Japão e  os principais produtos que são importados do Japão;  aspectos  da situação econômica do Japão;  as vantagens comerciais do Brasil sobre os mercados do Japão após o terremoto dentre outros temas. Do trabalho produzido, será possível proporcionar um seminário entre os próprios acadêmicos, discutindo os temas mais relevantes e interagindo sobre o comércio exterior e a relevância para os desafios das organizações.

O Brasil tem um programa amplo de uso de energia nuclear para fins pacíficos. Cerca de 3 mil instalações estão em funcionamento, utilizando material ou fontes radioativas para inúmeras aplicações na indústria, saúde e pesquisa. No ano passado, o número de pacientes utilizando radiofármacos foi superior a 2,3 milhões, em mais de 300 hospitais e clínicas em todo o país, com um crescimento anual da ordem de 10% nos últimos 10 anos.

Novos ciclotrons, que permitem a produção de radioisótopos para o uso de técnicas nucleares avançadas, foram instalados em São Paulo e no Rio de Janeiro – a CNEN irá instalar, nos próximos anos, ciclotrons em Belo Horizonte e Recife, para tornar disponível essa tecnologia à população dessas regiões.

A produção de radioisótopos por reatores também tem aumentado, graças à modernização dos equipamentos e da melhoria dos métodos de produção.

Novas técnicas de combate ao câncer, com maior eficácia e menos efeitos colaterais, têm surgido, fazendo aumentar a procura pelos radiofármacos, de forma que a demanda sempre supera a produção brasileira. O uso de técnicas com materiais radioativos na indústria tem aumentado com a modernização dos equipamentos importados e com a sofisticação das técnicas de controle de processos e de qualidade.

A demanda por controle de qualidade leva a indústria a utilizar cada vez mais os processos de análise não destrutiva com radiações.

Na área de geração de energia, o Brasil é um dos poucos países do mundo a dominar todo o processo de fabricação de combustível para usinas nucleares. O processo de enriquecimento isotópico do urânio por ultracentrifugação, peça estratégica dentro do chamado ciclo do combustível nuclear, é totalmente de domínio brasileiro.

Hoje, o combustível utilizado nos reatores de pesquisa brasileiros pode ser totalmente produzido no país.

Entretanto, comercialmente ainda fazemos a conversão e o enriquecimento no exterior. As reservas brasileiras de urânio já confirmadas são de 300 mil toneladas e estão entre as seis maiores do mundo. Em termos energéticos, mesmo com apenas uma terça parte do país prospectado, essas reservas são da mesma ordem de grandeza daquelas atualmente existentes em petróleo e seriam suficientes para manter em funcionamento 10 reatores equivalentes aos existentes – Angra 1 e Angra 2 – por cerca de 100 anos. O funcionamento dessas duas usinas foi importante no período de falta de energia no Brasil.

O Ministério da Ciência e Tecnologia coordenou um grupo de trabalho encarregado de rever o programa nuclear e formular planos de médio prazo. O grupo apresentou um plano realista para ser executado em 18 anos e que objetiva o fortalecimento de todas as atividades, inclusive a aquisição de novos reatores para chegar em 2022 com, pelo menos, a mesma participação nuclear (4%) na matriz energética brasileira. A proposta encontra-se em análise na presidência da República. Fonte: biodieselbr.com/energia nuclear.

A experiência vivenciada através da pesquisa orientada e a troca de informações com o grupo, foi muito valiosa, porque permitiu conhecer um pouco do que a terceira ou quarta potência mundial exerce de influência sobre o mundo, analisou o acadêmico Robson Luiz de Oliveira, da turma N-1. A importância e a magnitude do comércio japonês, comparado com as demais potências que são a China e os Estados Unidos, permitiu que o trabalho supervisionado despertasse tamanho interesse para a pesquisa, com o intuito de descobrir e proporcionar o debate com os demais colegas, para um tema que tem a ver com o dia-a-dia de nossas empresas. Parabéns pelo método de ensino e esperamos que isso seja uma rotina no transcorrer do curso de Administração, avaliou o acadêmico Ivan Adair Vicari, da turma N-2.

Fonte: Prof.Cladi Bonatti – FAE

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Sobre Wagner Bueno

Administrador, Consultor e Professor
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