Conceitos Teóricos e Prática Empresarial

Disciplina de TGA da FAE – Aliando a Teoria com a Prática Empresarial.

Vivenciar a prática do dia-a-dia de uma empresa, está cada vez mais evidente e necessário para agregar conhecimento ao aluno, e poder assimilar o conteúdo teórico com aquilo que acontece em um ambiente empresarial. Isso tudo tem feito da FAE, o maior desafio para a  busca de uma metodologia de ensino que possa aliar o conteúdo acadêmico, aproximando da vivência prática em nossas empresas. Mostra disso tem sido na aula ministrada no último dia 28 de abril de 2011, onde os Acadêmicos do Curso de Administração (N-1 e N-2), da Faculdade Anglicana de Erechim, sob  orientação do Prof. Cladi Bonatti, puderam exercitar os conceitos teóricos, e vivenciar  a prática empresarial, em que as empresas estão inseridas no dia-a-dia, já que a grande maioria dos acadêmicos são oriundos de empresas de nossa grande região. Em razão da grande necessidade que temos em aliar a teoria com a prática, proporcionamos um trabalho de pesquisa, seguido de apresentação dos resultados através de um seminário com o grande grupo, e com isso foi possível vivenciar diversos cenários administrativos e conhecer os mais variados desafios do gestor  e empreendedor para superá-los, fazendo com que o cliente seja a peça chave nesse processo.

Grupo de trabalho em sala de aula

Para a compreensão das teorias, os Acadêmicos aprofundaram o trabalho de pesquisa, sob o prisma da análise dos eventos do ambiente externo das organizações, no passar das décadas, desde os anos 1950 até os dias atuais.  A partir da análise das condições dos “eventos do ambiente externo”, foram analisadas quais mudanças internas citadas refletem os impactos dos eventos externos  na vida das organizações para 2011?

Na década de 50: O modelo de substituição de importações, que se implantava no Governo J. K. no final dos anos 50 (Plano de Metas e os 50 anos em 5), tinha como propósito fundamental um crescimento industrial acelerado e fortemente apoiado na importação de tecnologia. Desta forma estavam lançadas as bases para o crescimento acelerado da economia brasileira, tendo como suporte financeiro o tripé formado pelo capital estrangeiro, pelo Estado, e, em menor escala, pelo capital privado nacional. Era evidente neste momento da história brasileira o fato de que as pequenas e médias empresas não faziam parte das prioridades em termos de políticas públicas. Sob tal contexto do auge econômico, a facilidade com que os fluxos do comércio internacional foram dinamizados provocou um boom de importação de máquinas e equipamentos de toda espécie, o que possibilitou um enorme salto qualitativo e uma expansão considerável das indústrias básicas como a siderúrgica, química pesada e a de máquinas e ferramenta, dentre outras.

Na década de 60, sob a égide do governo militar, o Plano de Ação do Governo procurava enfatizar a importância do desenvolvimento tecnológico, por meio de medidas concretas, como a criação do Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico, em 1964, cujo objetivo primordial era a formação de tecnólogos voltados para os segmentos industriais definidos como prioritários nos programas de financiamento do então BNDE. Estes planos e programas, apesar de destacarem o papel estratégico da ciência e da tecnologia (C&T) para o desenvolvimento industrial e econômico do país, tratavam destas questões de uma forma muito vaga, sem traçar objetivos mais específicos, nem tão pouco criar instrumentos eficazes para a implantação de medidas concretas voltadas para uma efetiva política industrial. Àquela época, também, não se destacava qualquer iniciativa mais sistemática e objetiva no sentido da promoção de PMEs operando em redes de cooperação ou em cadeias produtivas.

Já no início da década de 70, sob um contexto de grande euforia e prosperidade econômica (época do milagre econômico), foi decretado o I Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que apresentava objetivos mais claros em termos de tecnologia aplicada à indústria, principalmente nos setores considerados de tecnologia de ponta, como a aeronáutica, a química e a eletrônica, em particular a de computadores. Posteriormente, no de 1976 a 1979 foi decretado o II Plano Nacional de Desenvolvimento, com prioridade, em termos de política tecnológica, a concessão de incentivos para as áreas de: energia elétrica, petróleo, fontes e formas não convencionais de energia (solar, gaseificada de carvão, biodigestores, dentre outras), transporte (principalmente urbanos) e comunicações, serviços postais etc. Fica clara, a partir destes objetivos, a preocupação maior com a questão da energia, provocada pelo primeiro choque do petróleo ocorrido em 1974.

Foi um período marcado pela intensificação do processo de concentração industrial, com a implantação de grandes plantas industriais, com Estruturas organizacionais muito verticalizadas.

A década de 80 foi caracterizada por dois aspectos econômicos: primeiro, pelo desenvolvimento de acordos e mecanismos de integração econômica entre países e regiões, tanto nas economias mais desenvolvidas como em desenvolvimento; segundo, pelas limitações de acesso ao comércio exterior através da utilização de barreiras não-tarifárias (um modo de proteger a indústria doméstica).

Os anos 80 foram marcados por uma profunda crise fiscal e financeira, que trouxe como conseqüência para o Estado brasileiro pouca contribuição tributária e grandes gastos financeiros.

Os anos 90 foram marcados por uma profunda mudança nos rumos da economia brasileira, com significativas implicações sobre toda a sua estrutura e dinâmica industrial. O governo Collor, sob a alegação de provocar uma rápida modernização de todo o parque industrial brasileiro, adotou um conjunto de medidas de médio e longo prazo, que poderiam ser sintetizadas como o fim do modelo de substituição de importações. Sob a inspiração neoliberal, aquele governo provocou uma ampla e radical abertura de mercado para os mais variados tipos de produtos importados. Os principais instrumentos de política macroeconômica utilizados naquele momento foram: redução das alíquotas de importações, desregulamentação do Estado e uma aceleração no programa de privatizações das empresas estatais.

Já o governo Itamar, que sucedeu o de Collor após o seu impeachment, deu continuidade à política de abertura de mercado, tendo em vista aumentar o nível de competição na economia brasileira como um todo, a partir da entrada indiscriminada de produtos importados, vindos principalmente dos países do leste asiático. Tal política visava, dentre outros, o objetivo de conter o processo inflacionário, combatendo setores oligopolizados e procurando romper com as tradicionais estruturas corporativas predominantes em vários setores da indústria nacional, que, acostumados a certa reserva generalizada de mercado (ainda que não institucionalizada para muitos setores), detinham poderes de práticas abusivas de preços.

Este conjunto de medidas associado às iniciativas específicas de estímulos à modernização e reestruturação no âmbito das empresas (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade) provocou, de fato, uma profunda mudança na estrutura industrial do país. Essas medidas também contribuíram para modificar as formas de interação entre estado e os atores sociais na formulação políticas industriais. Porém, este processo de mudanças, se por um lado estimulou as empresas a buscarem maior poder de competitividade a nível internacional, acabaram por decretar a falência e o desaparecimento de inúmeras empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, que se viram impossibilitadas de realizar mudanças radicais em curto prazo.

A “Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior” da política de Governo atual consiste em um plano de ação que tem por finalidade estimular o aumento da eficiência produtiva, incentivando as empresas brasileiras a inovarem em seus produtos e processos, visando, desta forma, aumentar sua capacidade de inserção competitiva nos mercados externos mais dinâmicos.

Segundo o Prof. Cladi Bonatti, a análise proporcionada pela pesquisa dos acadêmicos de Administração (N-1 e N-2) da FAE,  e que não é novidade para os Gestores, as organizações estão diante de uma incerta e desafiadora missão, pois o ambiente empresarial, está sendo atingido por uma infinidade de variáveis, mudanças e transformações carregadas de dúvidas e incertezas. O administrador se defrontará com problemas cada vez mais complexos. A atuação do Gestor será disputada por eventos e por grupos, dentro e fora da organização, que lhe proporcionarão informações contraditórias que complicarão seu planejamento e sua visão dos problemas a resolver ou das situações a enfrentar: são as exigências da sociedade, dos clientes, dos fornecedores; são os desafios dos concorrentes, as expectativas da alta administração, dos subordinados, dos acionistas etc.

Essas mudanças tendem a aumentar com a inclusão de novas variáveis, na medida que o processo se desenvolve criando uma turbulência que perturba e complica a tarefa administrativa de planejar, organizar, dirigir, controlar e liderar uma empresa eficiente e eficaz.  E o futuro parece complicar cada vez mais essa realidade.  A tarefa básica da Administração é fazer as cosias através das pessoas, com os melhores resultados. Em qualquer tipo de organização humana, busca-se o alcance de determinados objetivos com Eficiência e Eficácia.  E como dito anteriormente, as tudo gira em torno das pessoas, e como estamos no Século do conhecimento, isso passa necessariamente pela “mudança comportamental”, em todos os níveis: Gestores, colaboradores, fornecedores, concorrentes, clientes e a sociedade como um todo. Não será tarefa fácil, e sim desafiadora e motivadora. Bibliografia: Idalberto Shiavenato, Introdução à TGA.

Fonte: Prof. Cladi Bonatti – FAE.

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Sobre Wagner Bueno

Administrador, Consultor e Professor
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