O exemplo John Deere

“Eu jamais porei o meu nome num produto que não contenha o melhor de mim”,

escreveu o ferreiro John Deere há quase 200 anos, logo após fundar, nos Estados Unidos, uma oficina que é hoje uma das maiores empresas de máquinas e tratores agrícolas do mundo, com faturamento anual da ordem de US$ 13 bilhões. Essa referência vem a propósito do fato de que a John Deere acaba de receber, no Brasil, o Prêmio Ser Humano, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), como reconhecimento ao desempenho da companhia na maneira de conduzir sua mão-de-obra, a fatia mais importante do empreendimento.  Aquilo que começou em 1837, no Estado de Illinois, nos Estados Unidos, tornou-se um empreendimento vencedor a ponto de a marca John Deere estar presente agora em mais de 160 países. No Brasil, a empresa tem unidades em Horizontina (RS), Santo Ângelo (RS) e Catalão (GO).

Como se nota, as unidades brasileiras da empresa estão instaladas longe dos grandes centros urbanos. Isso, no entanto, em vez de atrapalhar o desenvolvimento profissional de seus colaboradores, ajuda a transformar os diversos grupos de trabalhadores em verdadeiras famílias, com o objetivo de produzir mais e melhor, conforme compromisso do fundador da empresa.  “O trabalho com o quadro funcional objetiva demonstrar as ações e estratégias educacionais através dos segmentos de educação formal, treinamento técnico, educação comportamental e línguas estrangeiras”, disse Francisco Ernst, gerente de RH da John Deere, ao explicar que “como resultado desses desafios, verifica-se que, mesmo à distância dos grandes centros, é possível ter e manter uma força de recursos humanos qualificada e atualizada, de forma compatível com a dinâmica e tendências de mercado”.  O trabalho que resultou no prêmio foi desenvolvido por meio de um relato das soluções práticas realizadas pela empresa, que, fundamentadas na cultura organizacional e particularidades regionais, representam os aspectos preponderantes na identificação dos caminhos a serem seguidos. Em outras palavras, conforme exemplo do gerente de RH, foram criadas para os funcionários diversas frentes de qualificação e aperfeiçoamento. Isso inclui desde cursos técnicos, em convênio com o Senai, até mestrado em engenharia mecânica, com duração de um ano, realizado em Horizontina, a 400 quilômetros de Porto Alegre, em parceria inédita com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Há também outros programas por intermédio do Centro de Excelência Empresarial para desenvolvimento de diretores, gerentes, supervisores, além da formação de profissionais da Rede de Concessionários.  Essa constante preocupação com os funcionários, aqui e no exterior, põe a John Deere num patamar de destaque que se revela em boa performance em vendas e lucros. Já se escreveu que “ninguém é líder por acaso”.

Ao voltar os olhos para a história da empresa, vamos observar que no início dos anos 30, quando os Estados Unidos agonizavam em enorme recessão, os funcionários e a direção da empresa decidiram continuar firmes na produção de máquinas agrícolas. Fizeram mais que isso: se negaram a tomar as máquinas dos agricultores inadimplentes. Com isso, passada a crise, a venda de produtos John Deere cresceu 90%. Hoje a empresa tem, no mundo, 40 mil funcionários.

Fonte:  Ricardo de Almeida Prado Xavier, administrador de empresas, é presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos

John Deere (7 de Fevereiro de 1804 – 17 de Maio de 1886) era ferreiro e fabricante que fundou a Deere & Company – uma dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos agrícolas e de construção do mundo. Deere nasceu em Rutland, Vermont nos EUA, e era filho de William Deere. Depois que seu pai desapareceu a caminho da Inglaterra, Deere foi criado pela sua mãe. Ele estudou numa escola primária de Vermont e trabalhou quatro anos como aprendiz de ferreiro, e abriu seu próprio negócio em 1825. Em 1827 ele se casou com Demarius Lamb. Em 1836 o casal tinha quatro filhos, como o quinto a caminho e se defrontando com a bancarrota, Deere vendeu o comércio para o seu sogro e partiu para o estado de Illinois no meio oeste americano.

Deere se estabeleceu em Grand Detour, Illinois. Como não havia outros ferreiros na área, Deere não teve dificuldades em encontrar trabalho. Ele achava que a lâmina de ferro fundido do arado era tosca e áspera, e seu formato acumulava lama. Os arados que os fazendeiros levavam para o ferreiro consertar não serviam para a terra úmida e pegajosa do meio-oeste, esta grudava na lâmina, obrigando o agricultor a parar para limpá-la. O esforço extra quebrava os arados, garantindo o trabalho do jovem ferreiro. Mas apesar disso ele achou que as lâminas dos arados não estavam trabalhando muito bem no solo argiloso das pradarias de Illinois, e chegou à conclusão que um arado feito de aço altamente polido e com o formato correto seria capaz de manejar aquelas condições de solo com uma eficiência muito melhor.

Fonte: http://www.vidauniversitaria.com.br

Visite e Conheça a História da Deere & Company : http://www.deere.com.br

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Sobre Wagner Bueno

Administrador, Consultor e Professor
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4 respostas para O exemplo John Deere

  1. Pedro Antonio Cappellari disse:

    Boa tarde. Sou um afixionado pela JOHN DEERE, pois aprendi a dirigir tratores e colhetadeiras da marca que meu pai tinha vendido, como vendedor, e comprado anos depois (as mesmas maquinas) como agricultor. Tenho filmes 8 mm. de 1956, em Guaiba RS. no qual ele faz uma comparaçao de uma colhetadeira 55 colhendo a granel e a colheita sendo feita manual. Gostei de saber a evoluçao desta firma.

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  2. Djalmar Arno Wollmann disse:

    Bom Dia ! tenho foto de quando criança junto ao meu pai em cima de uma 55, com motor 6 cc. gasolina no capané (interior de Cachoeira do Sul) foram compradas (2) através do Irga, vinham desmontadas em caixotes até o porto de Guaiba (POA). Meu avô possuia um “R”, tinha motor de partida a gasolina lembro do ruido inicial !! … grandes recordações !!.

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