Conflitos de interesse x Egoísta Envergonhado x Negociação

Em Nossa vida profissional e pessoal nos deparamos diariamente com situações de CONFLITO DE INTERESSE e é justo entender que somos seres competitivos, onde se traduz na capacidade de GANHAR ALGO, VENCER e derrotar alguém.

Ouvimos muito e presenciamos que o MUNDO é GLOBALIZADO ou é PLANO; para seres competitivos somos enraizados pela matriz capitalista e queda de Valores Corporativos e pessoais,  nos coloca em constante atenção as intenções de nossos “PARCEIROS “ e “CONCORRENTES”, confundindo muitas vezes a relação de Equipe trocando a relação para “PARCEIROS” OU “CONCORRENTE”.

Vale resaltar que necessitamos de Valores para sobreviver, pois sem  passamos a ser seres CANIBÁIS. A questão de Valores é tão importante que nas Organizações temos a carta de intenções que é a Missão, Visão e Valores, com o principal objetivo de alicerçar e unificar o pensamento da ORGANIZAÇÃO.  Todo funcionário deveria antes de optar pela Empresa que irá trabalhar identificar esta carta de intenções e refletir se combina com suas MOTIVAÇÕES. Não podemos deixar de destacar também a venda de produtos enganosos na “carta de intenções” que após o funcionário decidir por trabalhar verifica que os Valores destacados”DECLARADO” não estão condizentes com o  dia a dia “EXECUTADO” . Posso citar como exemplo nos últimos dias o ocorrido com Executivo que pede demissão e disparando críticas Gary Smith  que trabalhou por 12 anos para o Goldman Sachs um dos mais influentes e ricos fundo de investimentos do mundo; em seu artigo de despedida, ele acusa um suposto “declínio de fibra moral” do grupo. Veja o artigo completo em http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/executivo-pede-demissao-de-fundo-de-investimentos-disparando-criticas/53274/

Outra sugestão de Leitura : Você tem amigos no trabalho? Não existem amigos no trabalho, apenas colegas com quem você aprende a conviver em razão da sua necessidade de sobrevivência. Amigos não demitem nem puxam o tapete de amigos.        http://www.administradores.com.br

Tive em minha vida excelentes professores que com sua sabedoria me fazem ainda hoje lembrar suas indagações……. no momento lembro-me do Professor Ernani Hickmann, Ph.D., em Economia Aplicada MBA Gestão Empresarial FGV, disse para Pensar Não passamos de seres EGOÍSTAS ENVERGONHADOS” , concluímos que portanto,  já que vivemos numa selva o melhor é ser o PREDADOR.

Abaixo indico para leitura Por Marcelo d’Agosto – Economista, com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, é especializado em administração de investimentos. O artigo é Atenção aos conflitos de interesses.

“Lucro a qualquer custo, é perigoso e de curto prazo”. Perigo na efetividade. O paradoxo dos Valores da Organização com a do Funcionário (executivo, colaborador)      

Wagner Bueno”.

Atenção aos conflitos de interesses Por Marcelo d’Agosto

Quando qualquer profissional, ao desempenhar suas atividades, possuir interesse pessoal no resultado de uma determinada negociação que é contrário ao da outra parte, existe um conflito de interesses. Dependendo de como a atividade profissional é exercida ou remunerada, os conflitos podem ser reduzidos ou potencializados.

As atividades exercidas pelas instituições financeiras são, por sua natureza, sujeitas a conflitos de interesses. Por exemplo, quando um banco estabelece as condições dos empréstimos para os clientes, é do interesse da instituição cobrar a maior taxa de juros possível, desde que não leve os tomadores de crédito à inadimplência. Para os clientes, por outro lado, o ideal é pagar os menores juros possíveis. Existe, portanto, um conflito entre os interesses do banco e dos clientes.

O mesmo pode acontecer quando os analistas de uma corretora alteram a carteira recomendada de ações, excluindo os papéis de determinadas empresas para incluir os de outras. Interessa à corretora lucrar com as taxas de corretagem cobradas dos investidores que se sentirão estimulados a fazer o ajuste das aplicações.

Outro exemplo é quando o gerente do banco, motivado para bater metas de vendas, direciona os recursos dos clientes para alternativas que remunerem melhor o banco, como títulos de capitalização ou fundos de investimento com taxa de administração elevada. Essas opções não são as mais rentáveis para os clientes.

As atividades financeiras são tão complexas que muitas vezes acordos que parecem alinhar os interesses dos profissionais do mercado com os investidores são objeto de críticas. Veja o caso dos fundos de investimento que cobram taxa de performance.

Carteiras com esse tipo de estrutura estabelecem remuneração adicional para o gestor caso a rentabilidade supere determinado parâmetro de referência. A princípio parece ser um arranjo excelente porque, para ganhar mais, o gestor precisa oferecer boa rentabilidade para o cotista.

No entanto, algumas experiências práticas mostram que, para tentar ganhar a taxa de performance, muitos gestores aumentam o risco das carteiras exageradamente. A lógica de atuação dos gestores passa a ser a de dividir os lucros caso as apostas arriscadas deem certo, mas com o conforto de que eventuais perdas serão integralmente suportadas pelos cotistas do fundo.

Para alívio dos clientes, alguns fatores ajudam a limitar os impactos negativos dos conflitos de interesses das instituições financeiras. O principal deles é a necessidade de construção da reputação.

Bancos e corretoras possuem grande capacidade de reunir e analisar informações relevantes sobre o comportamento dos mercados financeiros e podem fidelizar seus clientes oferendo interpretações de qualidade sobre as tendências para os preços dos ativos.

Quando, por exemplo, um analista renomado de uma instituição financeira possui histórico de acerto das previsões, ele atrai muitos investidores para a instituição. Ter um número grande de clientes satisfeitos operando com frequência é fundamental para a construção da reputação de um banco ou corretora.

Outro aspecto importante é a pressão dos competidores. Se uma instituição financeira começa a usar todo o seu poder de mercado para oferecer operações pouco rentáveis aos clientes, é praticamente certo que os concorrentes vão buscar os clientes mal atendidos.

E existem, também, os aspectos regulatórios que protegem os investidores. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exerce a supervisão sobre as operações relacionadas com o mercado de capitais e o Banco Central fiscaliza as atividades bancárias.

A premissa para que todos os mecanismos de proteção contra os conflitos de interesse funcionem é que o investidor aja de forma racional, em todas as situações. Dado o crescimento dos estudos relacionados à área de finanças comportamentais nos anos recentes, a premissa não é necessariamente verdadeira.

Portanto, sempre que você negociar suas operações financeiras, seja o mais racional possível, busque informações de qualidade em fontes variadas e converse com várias instituições.

Fonte: http://www.valor.com.br/valor-investe/o-consultor-financeiro/1142356/atencao-aos-conflitos-de-interesses

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Sobre Wagner Bueno

Administrador, Consultor e Professor
Esse post foi publicado em Artigos de Wagner Bueno, Ética, Comportamento Organizacional, Conflitos, Gestão Empresarial, Negociação, Para Pensar..... Bookmark o link permanente.

2 respostas para Conflitos de interesse x Egoísta Envergonhado x Negociação

  1. Silvana disse:

    Oi Wagner.. gostei desse post ,meus parabéns, é verdade sempre estamos em conflito de interesses. valeu abraço

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